ÉTUDES PHILOSOPHIQUES SPIRITES

Claude Monet

"CHAQUE PHASE DE L´ÉVOLUTION HUMAINE S'ACHÈVE PAR UNE SYNTHÈSE CONCEPTUELLE DES TOUTES SES RÉALISATIONS" (LÉON DENIS / J.H. PIRES).

Base structurelle du projet « ÉTUDES PHILOSOPHIQUES SPIRITES » (EFE-Conception, 2001) : SEE BELOW

terça-feira, 29 de março de 2011

Foyer école


On entend souvent les adolescents se plaindre de leurs pa-rents : ils trouvent que la famille de leurs amis, leurs parents et leurs frères sont bien mieux… Certains se sentent comme des étrangers chez eux, ils se plaignent des exigences qu'on leur impose, ils restent le plus longtemps possible hors du cercle familial. Éduquer un fils ou une fille de nos jours n'est pas toujours aussi facile qu'on le pense. De plus, la technologie a créé des formes virtuelles de « dialogue » dans lesquelles l'échange d'idées, l'affectivité, la spontanéité, les relations humaines diminuent et vont même jusqu'à restreindre les facteurs constructeurs du mûrissement de la personnalité. Et puis, les liens familiaux ne s'établissent pas toujours entre Esprits qui ont des affinités.
Il est certain que dans ce cas, les liens erronés établis lors d'exis-tences passées ont engendré des situations qui ne sont pas toujours agréables. Souvent des ennemis se retrouvent face à face. La méfiance et l'antipathie prédominent alors dans la relation. L'exemple du Maître Jésus qui ne trouva aucune compréhension parmi ses propres frères l'illustre bien. Jésus établit alors un paramètre: l'être humain ne trouvera pas toujours dans ce plan d'évolution des coeurs prêts à recevoir ses aspirations et ses attentes. Mais la règle fonda-mentale fut établie par le Maître lui-même: quiconque fera la volonté de mon Père qui est dans les cieux, celui-là est mon frère, et ma soeur, et ma mère. Et quelle est « la volonté du Père » ? S'ensuivent alors dans tout son Évangile d'amour, les règles élémentaires pour éduquer l'Esprit, dont le parcours ne commence pas dans ce foyer, mais qui, il y a très longtemps, a longuement cheminé pour conquérir les valeurs et les vertus nécessaires pour sa crois-sance morale.

Publ. au Journal d´études psychologiques - Année IV l N° 15 l mars et avril 2011.
Sonia Theodoro da Silva est l’auteure du Projet d’Études Philosophiques Spirites. Elle est une collaboratrice du centre spirite Casas André Luiz et vit à São Paulo, au Brésil.
(Trad. Sophie Giusti)

terça-feira, 15 de março de 2011

TRISTES EVENTOS


Ao meditarmos sobre os atuais e tristes eventos, poderiamos ser levados a pensar nas causas reais para tantas dores coletivas. Porém, a Filosofia Espírita, farol que ilumina os nossos pensamentos, nos conduz a refletir, não em causas reais, mas na maneira como poderíamos minimizar as dores alheias; jamais buscar o porquê das tragédias - referimo-nos às causas espirituais -, pois elas exporiam os nossos irmãos ao nosso julgamento, como a justificá-las diante de todos: isto seria o mesmo que buscar respostas na Lei de Talião.

Já ultrapassamos esta forma arcaica de pensar - sabemos que existem causas que geram efeitos - mas sabemos também que a misericórdia de Deus manifesta-se de formas que escapam à nossa compreensão - e aceitação.

Dissemos em minimizar as dores alheias... mas como ? Compartilhando, através de orações, de vibrações direcionadas aos locais onde o sofrimento se apresente, no Brasil ou em qualquer parte do mundo. Mas também buscando formas de auxiliar - estas, dentro das possibilidades e alcance de cada um.

Desta forma, estaremos todos unidos a eles, irmãos próximos ou distantes, mas sempre presentes em nossa lembrança e em nossos corações.

terça-feira, 8 de março de 2011

CARNIVAL OR MOZART? (Please use the Translator)


Um dia conversávamos com um Maestro e com uma Pianista. E a nossa conversa girava em torno de, claro, música. Foi quando o Maestro, desviando o assunto, exclamou: Mas, e o carnaval? Onde fica a cultura nesses dias onde tudo é permitido? Quando as mulheres esquecem o pudor e os homens, ah, estes nem se fala!..

O prezado leitor já deve ter percebido que o querido Maestro pertencia à geração dos antigos. Prosseguiu ele: Eu me lembro de quando era criança, apreciava as brincadeiras, os carros que saíam às ruas em desfile. Meu tio-avô era um dos aficionados da festa de Momo. Ele reunia seus amigos, e todos saíam em seus automóveis, portando máscaras e lança-perfumes - a máscara, para que ninguém os reconhecesse e o lança-perfumes, para que, embriagados no doce aroma, pudessem permitir-se ao divertimento, sem qualquer constrangimento.

E assim era durante os quatro dias. Na quarta-feira - ah,a contradição -, iam todos em fila à Catedral da Sé, vestirem-se de cinzas, pedirem perdão dos excessos cometidos, das homéricas bebedeiras, dos beijos roubados, das palavras mal-ditas, das noites boêmias mal-dormidas. Ah, a consciência !

Ao que a Pianista acrescentou - e as músicas, então? Simples jogos de palavras soltas, sem qualquer pretensão de aculturamento, mas, ao contrário, desprestigiando a cultura brasileira. Veja só Noel Rosa! Veja Pixinguinha! O que Villa-Lobos diria?

E eu, ouvia e meditava. Será que eles tinham ouvido falar de Tom Jobim? De Ari Barroso e do "Aquarela do Brasil"? De Chico Buarque e de suas músicas contra a Revolução de 64, que trouxe a ditadura ao Brasil? De Toquinho e Vinícius? Foi quando deu entrada à sala, o Escritor: Bem, querido Maestro e prezada Pianista, onde fica Lobato nesta história? Sem falar dos universais Castro Alves, Alencar, Victor Hugo, Alexandre Dumas, e Charles Dickens? E Shakespeare? E o nosso Machado? Falando em Universais, disse o Maestro, falemos de Mozart! E bateu palmas, feliz.

Quando ele disse - Mozart - meu coração quedou-se, como num staccato de uma grande sinfonia. E num momento atemporal, onde não existe espaço, nem dimensões como as conhecemos, mas um grande Silêncio, ali, à minha frente, num maravilhoso foco resplandecente de cores e luzes, surgiram como num mosaico em movimento, todos os grandes compositores, pensadores, instrumentistas e virtuoses, poetas, pintores, escultores, educadores, estetas, num portentoso concerto em homenagem à ela, a Arte. E seja por inspiração do grande compositor, ou porque o momento era propício, a sala transformou-se, feéricamente iluminada por lustres invisíveis como de cristal, aumentando suas dimensões, atingindo as esferas celestes, transfigurando os nossos personagens, mudando o teor e o colorido das conversações.

E o Escritor, inspirado, disse: O objetivo essencial da arte, é a busca e a realização da beleza; é, ao mesmo tempo, a busca de Deus, uma vez que Deus é a fonte primeira e a realização perfeita da beleza física e moral.

Ao que o Maestro retrucou: Mas quanto mais a inteligência se purifica, se aperfeiçoa e se eleva, mais se impregna da idéia do belo!

Disse a Pianista: Sim, o objetivo essencial da evolução será, portanto, a busca e a conquista da beleza (em sua essência, sem atavismos e aparências), a fim de realizá-la no ser e em suas obras. Tal é a regra da alma em sua ascensão infinita.

Na Terra, completou o Escritor, nem todos os artistas inspiram-se nesse ideal superior. A maior parte limita-se a imitar o que chamam "a natureza", sem se aperceberem de que esta não é senão um dos aspectos da obra divina. Porém, no espaço, continuou a Pianista, a arte se reveste, ao mesmo tempo, das mais sutis e mais grandiosas formas, e ilumina-se com um reflexo divino.

E o Maestro: meus caros, nada se iguala à Música. Vejam uma “Meditação de Thaís” de Jules Massenet! Quanta grandiosidade, quanta leveza!

E eu, pobre mortal, pensei, mas, e Mozart, e o carnaval?

Continuou o Maestro, lembramos aqui que todo espírito que emana de Deus não apenas possui uma centelha da inteligência divina, como, ainda, goza de uma parcela do poder criador, poder que ele é chamado a manifestar cada vez mais no decorrer de sua evolução, tanto em suas encarnações planetárias quanto na vida no espaço.

Na Terra, sob o véu da carne, essa inteligência e esse poder ficam diminuídos; e contudo é maravilhoso constatar até que ponto o talento do homem pôde subjugar as forças brutais da matéria, vencer a sua resistência, sua hostilidade, submetê-las a suas necessidades e até mesmo a suas fantasias!

Tornei a pensar, neste caso, Beethoven, Brahms, Bach, Carlos Gomes e outros, seriam exemplos disto?

Certamente, respondeu o Escritor. Mas eu apenas pensei! E ele respondeu-me!

Sim, querida menina, o pensamento cria formas, sons, em um grau mais elevado, por exemplo nas materializações de espíritos, a vontade destes cria formas, rostos, vestimentas, atributos semelhantes aos que eles possuíam na Terra e que nos permitem reconhecê-los, identificá-los. A vontade lhes dá a consistência necessária para tocar os sentidos dos observadores. Os Espíritos de Mozart (até que enfim, pensei novamente), de Victorien Sardou e outros erigiram para si palácios ornados de plantas e de flores.

Prosseguiu o Maestro, inspirado pela citação do nome de Mozart: O papel essencial da arte é expressar a vida com todo o seu poder, sua graça e sua beleza. A arte se eleva e progride em todos os graus da escala da vida realizando formas cada vez mais nobres e perfeitas, que se aproximam da fonte divina de eterna beleza.

E qual não foi o meu espanto, quando deu entrada à sala, nada mais nada menos que o Filósofo, que, aproximando-se, sorridente, exclamou: A música é uma lei moral. Dá alma ao universo, asas ao pensamento, saída à imaginação, encanto à tristeza, alegria e vida a todas as coisas. Ela é a essência da ordem e eleva em direção a tudo o que é bom, justo e belo, e do qual ela é a forma invisível, mas, no entanto, deslumbrante, apaixonada, eterna.

Prosseguiu nosso Filósofo: O infinito das idéias, dos quadros, das imagens, é como um desafio aos limitados recursos do vocabulário terrestre. Com efeito, como encerrar em palavras, como resumir em palavras todo o esplendor das obras que se desenvolvem nas profundezas dos céus estrelados?

E voltou os olhos ao Educador (que, esqueci-me de citar, quedara em silêncio todo esse tempo). Ao contrário do que se imagina, começou a dizer, todos podemos acessar o Belo, pois ele é lei soberana, objetivo supremo do universo. Todos os problemas do ser e do destino resumem-se em poucas palavras. Cada vida deve ser a construção, a realização do belo, o cumprimento da lei.

Neste instante, todos (eu inclusive), silenciamos a palavra e o pensamento. Não mais nos preocupávamos com as manifestações próximas do Carnaval que, se no passado trazia a imagem de uma alegria fortuita e permitida (não seria permissiva?), hoje, enlouquecia os espíritos, na afanosa tarefa de os fazer voltar as manifestações instintivas de satisfações efêmeras, desequilibrantes, minimizando, senão anulando as capacidades evolutivas em ascensão.

Lembrei-me de Emmanuel: Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças das trevas nos corações e às vezes toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.

A triste festa iria começar em breve. Resquícios de costumes perdidos na Antiguidade de nossa cultura ocidental, pensei, que alegria é esta que se manifesta e exige bebidas, gritos, fantasias, carros alegóricos e desregramentos para se manifestar? E o mais grave: Por quê, se estamos num mundo grande parte cristão? Mas, de pronto, lembrei-me das palavras da personagem Magda, do livro Madalena, A Conversão do Mundo: é o fermento levedando a farinha. Lembremos a parábola de Jesus. Uma medida de fermento faz levedar a massa de farinha, mas para isso tem de misturar-se com ela. O processo de fermentação é lento e apresenta várias fases. O Evangelho está no mundo e vem levedando a sua massa há quase dois mil anos. A massa cresce, mas nova farinha lhe é adicionada a cada geração. A farinha do mundo está num saco invisível, e esse saco tem as dimensões do infinito. E esse pouco mais é o acréscimo da dimensão cristã à consciência humana. O Evangelho é esse acréscimo, uma pequena medida de fermento a levedar a massa do mundo. Nosso conhecimento possível é também uma medida de fermento e precisamos cuidar que ela não se perca, não se deteriore.

Voltei os olhos ao Maestro, à Pianista, ao Escritor, ao Filósofo, ao Educador. Ainda teríamos um bom tempo antes que a humanidade em nós cedesse lugar à Espiritualidade - mas, nesse ínterim, teríamos que passar por uma extensa trajetória de aprendizado e conscientização. Lembrei-me ainda das equipes espirituais no trabalho constante de aprimoramento da ética e da moral, através de seus dignos representantes na Terra e no Espaço. Com Sócrates, a estimular o Ser à busca de si mesmo, no auto-questionamento, na perquirição filosófica constante. E a partir dele, seguiram-se na linha do tempo as figuras dos Grandes Imortais em todos os ramos da Cultura, da Arte, das Ciências Exatas, da Filosofia, da Educação, das Religiões. Foi quando todos eles me disseram: O espírito humano não pode se elevar até as supremas alturas da Arte cuja fonte é Deus, mas ele pode, ao menos elevar a elas as suas aspirações.
E como transformar as nossas aspirações em anseios de ascensão? Ou seja, qual o caminho a seguir para alcançar uma visão de vida menos materialista, menos embrutecida, menos niilista, menos imediatista, menos omissa?

E eles, sorrindo diante de minhas dúvidas, disseram: Toda ascensão da vida à perfeição eterna, todo esplendor das leis universais, resumem-se em três palavras: Beleza, Sabedoria, e Amor. E acrescentou o Filósofo: Quando nós, seres humanos, encontrarmos dentro de nós mesmos e no outro a projeção Divina do Bem e do Belo, saberemos exteriorizar de forma mais adequada a nossa bagagem interna. Até lá, lutaremos pelo entendimento, pela compreensão; em suma, pelo próprio livre-arbítrio, em seu verdadeiro sentido de condutor e libertador da nossa própria ignorância, o que nos torna, por ora, diante da Existência, ovelhas perdidas e desgarradas do aprisco do Pai, nesta belíssima metáfora de Jesus, que nos tornou parte da Criação Universal sob a Sua Égide. Então, veremos uma nova Renascença na Terra, desta feita, como resposta aos anseios de Espiritualidade dos Seres Humanos, erguidos à sua verdadeira Humanidade.

Silenciei, pois não havia mais nada a dizer.

(Diálogo virtual, com excertos das palavras de Léon Denis na obra O Espiritismo na Arte); Bibliografia: Madalena, A conversão do mundo, de José Herculano Pires.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

QU’EST-CE QUE LE PHILOSOPHER SPIRITE ?


« Pour philosopher, il nous faut apprendre la science de plonger en nous-mêmes. J.H. Pires »
La signification pratique de la philosophie et de la philosophie spirite est très importante, quand elles sont prises comme les grandes instigatrices de la réflexion qui permet la connaissance de soi et ouvre de vastes perspectives pour la compréhension des questions majeures humaines et spirituelles. Si nous pensons uniquement à la philosophe comme une disposition pour le penser, nous sommes en train de minimiser son importance dans le contexte de l'histoire humaine. Dans la philosophie, nous apprenons à analyser les éléments qui composent l'existence de l'être dans le monde. Et ceci est dû à ce qu'il y a en nous une inquiétude existentielle congénitale. La philosophie spirite amplifie cette recherche, et révèle l’existence de l’être interexistant, dans les infinies dimensions temporelles, évolutives, en manifestant ses lumières et ses ombres dans les formes correspondant à son niveau de conscience.

La philosophie cherche des réponses, s’élève, se développe, se reflète et reprend des réponses antérieures pour les considérer de nouveau. Elle ne conclut pas, elle ne fait que conduire. Et c'est sur ce cheminement que l’être se découvre, dans la recherche constante et infinie de soi-même. Hamlet, le personnage shakespearien, face à son miroir, avec la dépouille de son fou du roi devant lui, ouvre cette perspective angoissante du néant, du vide déconcertant et annihilant qui nous prend d’assaut face au silence de la mort. La grande question, dit-il, est dans l’être ou ne pas être. Est-ce en cela (dépouille mortelle) que nous nous transformons ?
L'existentialisme ou l’angoisse d’exister exhorte l’homme à exister totalement « ici » et « maintenant » pour accepter son intense « réalité humaine » dans le moment présent; le futur n’est rien d’autre que visions et illusions qui donnent à notre présent une direction et un sens. « Cent ans après Kardec, la philosophie en France s’est pratiquement effritée dans les sophismes du néant, comme Jean-Paul Sartre et son école. Mais Simone de Beauvoir, compagne et disciple de Sartre, dans La Force des Choses, confirme et illustre les considérations de Kardec lorsqu'elle écrit : « … je déteste autant qu'autrefois m'anéantir. Je pense avec mélancolie à tous les livres lus, aux endroits visités, au savoir amassé et qui ne sera plus ». « L’approche de la mort, avec l’idée du néant, entraîne les créatures les plus cultivées à ce désespoir amer. » J.H. PIRES.

C’est dans cette angoissante perspective que l’intelligence humaine a tenté de minimiser la réalité indéniable et irrécusable de la mort. Le Penseur est une des sculptures les plus fameuses du sculpteur français Auguste Rodin. Elle dépeint un homme qui médite profondément, comme quelqu’un qui lutte contre une force interne puissante. Il est devenu l’archétype du penser philosophique à la recherche de soi. Tous ceux qui ont réussi à passer au-delà de la surface de l’existence comme l’usufruit des formes parce qu’elles portent en elles le signe de leur fragilité intrinsèque s’identifient à cette figure. Le Penseur porte l’angoisse de la forme dilacérée par la souffrance ; presque difforme, disproportionné, il transmet l’intense drame intérieur dont il est le porteur. La physionomie chargée, il cache son regard qu’il tourne vers le bas. Il ne cherche pas de réponses dans le ciel au-dessus de sa pensée, mais dans la terre, sous ses pieds. Il ne démontre pas une pensée sereine, mais une douleur tourmentée par l'absence de réponses. Il est nu. Abandonné ou dépourvu des illusions qui pourraient lui cacher sa réalité, il s’expose. Et il laisse un des messages les plus éloquents à l’être humain contemporain : la véritable réalité de l’être ne se trouve pas ici, dans la temporalité périssable, mais dans l’immortalité de celui qui pense : l’Esprit.
Les « prévisions » de grandes tragédies à venir, au cinéma et à la télévision, décrivent métaphoriquement ce drame actuel : l'être humain, perdu dans ses drames intérieurs, veut se détruire lui-même, en détruisant la source de sa propre existence, la planète où il vit.

D’autres auteurs dont les œuvres sont aujourd’hui à l’écran se servent des sens de l’homme (Babel, Blindness) pour plonger de nouveau en lui, à travers le monde sensible, et tenter de ramener à la surface leurs tragédies personnelles en les projetant à leurs semblables dans un mouvement cathartique, à la recherche d’une identification.
En 25 siècles de philosophie, il y a eu d’innombrables doctrines contradictoires. Les penseurs occidentaux n’ont pas été d'accord sur leurs propositions. Il y a une signification profonde engendrée par l'absence de concordance. L’objectif final doit être la réalisation, mais qui l’a atteinte jusqu’à présent ?
Louons tous ceux qui ont essayé. Leurs efforts ont immortalisé la trajectoire de l’esprit humain dans son parcours infini vers la connaissance de soi. Même ceux qui se sont perdus dans leur propre vide. Ils ont agi ainsi à cause du besoin d’identification absolu avec l’autre et de tous avec Dieu.
« Dieu est mort » dit un jour Nietzsche. Oui, le dieu présenté par les religions est mort. Il est mort par le manque de miséricorde, par l’absence d’amour au prochain. Il est mort par asphyxie, plongé dans les millions de monnaies engendrées par la perception criminelle de biens obtenue de l'ingénuité et du manque de connaissances. Il est mort dans chaque rituel vide de réponses, qui perpétue la croyance que la crucifixion est notre libération (!?). Il est mort dans chaque être mutilé ou assassiné par des balles perdues ou des bombes attachées à même le cœur de celui qui Le cherche désespérément. Il est mort dans chaque arbre tombé, dans chaque fleuve pollué, dans chaque réchauffement de l'air que nous respirons.
Il est mort aussi dans l'absence d'amabilité, de cordialité et de respect mutuel entre ceux qui se disent ses disciples.
Herculano Pires a marqué l'expression « agonie des religions » (PIRES, J.H.) pour bien définir ce processus de transmutation de l’ostentation vers l’intériorisation. Ostentation de la foi, pour s’autoaffirmer. Pour perpétuer la représentation olympique du dieu humain sur la Terre, dans la figure de ceux qui veulent à tout prix le représenter.

Dieu n’a pas de représentants. Il a des enfants. Et il fut le plus grand d'entre eux, défiguré par le psychisme archétypique humain, qui a fait de sa personne et de ses actions des projections d’un héros mythologique, fils d’un dieu avec une mortelle, et donc doté de vertus miraculeuses et spectaculaires, un mélange d’héro-martyr-guerrier qui est venu nous libérer du Mal, projeté également dans la figure archétypique de l'ange déchu qui persiste à tourmenter les êtres humains avec des maladies et des fléaux qui surgissent parmi nous, dans un des plus graves moments de notre évolution.
Renaissant dans la doctrine spirite, de manière tout aussi simple, tout comme il vint en personne dans la mangeoire de lumière, Jésus s’est transfiguré dans l’Être complet, dans celui qui est un avec le Père parce qu’il s’identifie à ses lois, dans sa conscience dilatée par l’Amour accepté parce qu’il est compris.
Sous sa forme philosophique, le Spiritisme synthétise tous les efforts humains à la recherche de soi, illustrés dans l’image du Penseur. En tant que philosophie, il analyse les éléments qui composent l’existence de l’être dans le monde, mais il y ajoute le grand voyage qui l’attend également, sur la ligne du temps, en dehors de ce monde.
L’Être est, il ne pourrait jamais ne pas être. L’existentialisme kierkegaardien, nietzschéen, sartrien, a joué le rôle de la lampe rouge qui clignote par intermittence pour nous dire : réveillez-vous ! L’angoisse beauvoirienne face à la perte possible de ses trésors intellectuels face à l’appel équivoque de la mort reste dans le cœur des mères et des pères qui perdent leurs enfants adolescents à cause de la drogue, de l’alcool, du crime ou de la sexualité pathologiquement déséquilibrée.
La philosophie des Esprits supérieurs contient un lénitif qui soulage le désespoir engendré par le « scandale » ; Socrate l’a précédée, avec son admirable vécu éthique et moral sur les bases logiques de l'incontestable Vérité. Platon, avec la réalité du monde des idées qui gisait couverte dans le fonds de la caverne. Aristote, avec la prédominance du monde des formes et qui décrivait la persona et ses réalisations.
La Philosophie spirite n'est pas l’instrument d’une simple élucubration. Elle n’est pas non plus l’ostentation face aux trophées humains et mondains. Elle est une alternative, une invitation (pour l’instant) à un changement du système de pensée actuel.

Le penser philosophico-spirite prévoit un univers de découvertes de soi, mais il impose dans ce processus la reconnaissance de la présence de Dieu en nous par le biais de ses lois, conductrices de notre logique, de notre développement, de notre évolution, de notre amour. Les Lois morales que les Esprits ont définies de manière didactique à Kardec représentent une partie du processus de prise de conscience et de reconnaissance du divin en nous.
Le non-être est l’égarement décrit ci-dessus ; le non-être compose les sentiments médiocres qui nous écartent les uns des autres : la jalousie, la vanité et l’orgueil qui en découle. Ces éléments puissants dans leur capacité auto et allo-destructrice, font stagner l'être dans sa nullité existentielle. Et il proclame le besoin de souffrir pour se réveiller.

Ce parcours n’est pas fini. L’exemple de Jésus reste l’image-message subliminaire qui émaille tout notre parcours existentiel. Son appel continue de pulser dans les cœurs humains. La lecture de cet appel a été mal décodée. Mais il reste là. Et quand l’être en aura assez du non-être, il ouvrira son cœur et sa pensée pour le banquet, pas le platonique, comme une représentation du sensible, mais le nuptial, parce qu’empli de bonheur, d'espoir et d'identification avec Dieu.
(Sonia Theodoro da Silva, São Paulo, État de São Paulo, Brésil)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

CONFERENCE DONNEE PAR LÉON DENIS



aux Membres du Congrès Spirite de Liège 1° ASSEMBLEE GENERALE Séance du Dimanche 11 Juin 1905

M. Léon Denis exprime sa gratitude, ses remerciements, sa reconnaissance profonde pour le grand honneur qui lui est fait, ainsi qu'à M. G. Delanne.
C'est toujours une joie bien vive pour moi, dit-il, que de me retrouver au milieu de vous. Les approbations, les témoignages de sympathie que j'ai souvent reçus et que je reçois encore aujourd'hui des spirites de Belgique, les amitiés personnelles que je possède dans ce pays, amitiés déjà anciennes, tout cela constitue une des plus belles récompenses que puisse obtenir un serviteur de la cause que nous aimons.
Je viens aujourd'hui m'associer à vos travaux d'une manière plus directe, plus effective ; mais, vos travaux, je ne les ai jamais perdus de vue. J'ai toujours suivi avec le plus vif intérêt le développement du spiritisme dans ce pays. Toujours ma pensée a vibré à l'unisson de votre pensée ; toujours mon coeur a battu à l'unisson de vos coeurs. Il y a seize ans - c'était en 1889 - que je suis venu pour la première fois faire des conférences spirites dans cette bonne ville de Liège. J'y suis revenu bien des fois depuis, ainsi que dans les autres villes belges, et, à chaque voyage, à chaque nouvel effort, les liens qui m'unissaient aux spirites belges devenaient plus nombreux et plus puissants.
MM. Delanne et Gaillard sont venus aussi à leur tour.
Et aujourd'hui nous pouvons mesurer le chemin parcouru et les progrès réalisés. Nous pouvons dire, avec une satisfaction légitime, que nos efforts communs n'ont pas été vains, que la semence jetée aux sillons a germé, qu'elle lève et que bien des intelligences dans ce pays commencent à se laisser pénétrer, persuader, convaincre de la beauté, de la vérité, de la grandeur des idées que nous défendons. Et il en est ainsi à peu près partout.
Dans mes nombreux voyages dans toutes les directions, dans les séjours que je fais en des milieux très différents, j'ai pu constater les progrès sensibles et constants de l'Idée spirite dans l'opinion générale.
Le vent nous est favorable et nous pouvons dire que la destinée de notre cause s'annonce grande et magnifique dans le monde.
Partout on sent le vide, le néant, la désespérance des théories matérialistes, leurs conséquences funestes dans l'ordre social.
Partout on sent, à un degré égal, l'insuffisance, l'indigence des enseignements dogmatiques et leur impuissance à expliquer la destinée humaine.
Il y a partout des foules avides de connaître, de savoir, d'apprendre, avides de consolations et d'espérance, des foules qui ne demandent qu'à venir à nous et vers qui nous devons aller, nous !
C'est pourquoi je vous félicite d'avoir pris l'initiative de ce Congrès. Il serait superflu d'insister sur l'utilité et l'opportunité des Congrès. Les Congrès sont utiles en ce sens qu'ils sont une affirmation de la vitalité de nos principes et de nos croyances.
Les Congrès sont utiles parce qu'ils contribuent à orienter la marche du spiritisme. On y mesure les progrès réalisés. On s'y concerte de manière à mieux organiser le travail d'expérimentation et de propagande, à le rendre plus méthodique. On y resserre les liens de solidarité qui unissent les spirites des diverses contrées, des diverses fédérations.
Et chaque fois que ceux qui ont participé à ces Congrès rentrent dans la vie active, dans la lutte des idées, c'est avec une ardeur nouvelle ; c'est avec une confiance plus grande.

Quel doit être l'objectif essentiel du spiritisme ? D'abord, provoquer, rechercher, coordonner les preuves expérimentales de la survivance.
(Ici l'orateur fait ressortir la nécessité d'un contrôle rigoureux, de l'esprit de méthode et de critique. Il parle des exigences de l'esprit moderne. Il faut passer au crible les faits. Il insiste sur les dangers de la crédulité et des affirmations prématurées.)
Ch. Richet le disait encore récemment dans un grand article : «Les spirites sont bien peu rigoureux et c'est une lamentable histoire que celle de leur aberration.»
Puis en s'appuyant sur des preuves bien établies, sur des bases solides, le spiritisme doit préparer, rénover l'éducation scientifique, rationnelle et morale de l'homme dans tous les milieux, l'éducation de l'humanité !
L'action du spiritisme doit donc s'exercer dans tous les domaines : expérimental, doctrinal, moral et social. Il y a, dans le spiritisme, un élément régénérateur dont nous pouvons tout attendre, tout espérer. Je crois pouvoir dire que c'est le spiritisme, qui est appelé à devenir le grand libérateur de la pensée, la pensée humaine, asservie depuis tant de siècles. C'est lui qui jettera de plus en plus dans le monde des germes de vérité, de bonté, de fraternité humaine, et ces germes fructifieront tôt ou tard.
Nous sommes impatients, parce que notre vie est courte et nous trouvons que les progrès sont lents. Mais déjà nous pouvons dire que le spiritisme a plus fait en 50 ans que n'importe quel autre mouvement de la pensée dans le même laps de temps à n'importe quel âge de l'histoire.


Nous sommes impatients, et notre pitié s'émeut à la vue des ignorances, des routines, des préjugés, des souffrances et des misères de l'humanité et nous voudrions obtenir des résultats immédiats. Mais déjà nous pouvons voir que peu à peu tout change, tout évolue autour de nous, sous le souffle des idées nouvelles. Bien des obscurités se dissipent, bien des résistances s'évanouissent. Les haines que le spiritisme soulevait autour de lui se changent peu à peu en sympathies, en amitiés. Les hommes ne se combattent, ne se méprisent que parce qu'ils s'ignorent. L'oeuvre magnifique du spiritisme sera de rapprocher les hommes, les nations, les races, de former les coeurs, de développer les consciences. Mais, pour cela, il faut le travail, la persévérance, l'esprit de dévouement et de sacrifice.
C'est une grande joie pour moi que de pouvoir dire ces choses ici, dans cette capitale de la Wallonie, sur cette terre d'indépendance et de courage, dont les fils ont toujours compris et montré que rien ne s'obtient qu'au prix du travail et de la patience.
Mais, à cette heure, où des jours meilleurs semblent se préparer pour nous, est-ce que nous ne devons pas nous rappeler ceux qui furent à la peine sans être à l'honneur, au succès. Laissez-moi saluer en votre nom la mémoire de ceux qui contribuèrent le plus à la diffusion du spiritisme en ce pays, la mémoire des hommes de conviction profonde et de vertu qui sont retournés dans l'espace, mais dont le souvenir subsiste dans votre pensée. (Applaudissements).
Et je salue aussi les militants d'aujourd'hui que je retrouve autour de moi, prêts à de nouveaux efforts.
Je salue les jeunes volontés, les jeunes talents qui se lèvent et qui assureront le triomphe du spiritisme en ce pays.
Allan Kardec, dans ses oeuvres posthumes, a affirmé que l'avenir était au spiritisme. Après trente années d'épreuves, de travail et de progrès, cette affirmation se vérifie aujourd'hui. Eh bien, au début de ce Congrès, à l'aube du XX° siècle, je la renouvelle, avec l'assurance que ces paroles d'espérance et de foi profonde ne seront pas démenties.
Je la renouvelle, et je dis comme lui : L'avenir est au spiritisme. Sachons le préparer ! (Applaudissements).
Je viens de parler des progrès réalisés par le spiritisme. Voyons en quoi ils consistent :
D'abord, nous pouvons dire que la science officielle elle-même est entamée, profondément entamée, entamée à tel point qu'elle va se trouver dans la nécessité de réformer ses méthodes, de rénover ses systèmes.
Depuis 50 ans, les Esprits nous enseignent théoriquement et ils nous démontrent expérimentalement sous le nom de fluides, l'existence d'états subtils de la matière, et de forces impondérables que les savants rejetaient d'un accord unanime.
Le premier savant qui les a constatés, c'est sir W. Crookes. Voyez son livre : Recherches sur les phénomènes du Spiritualisme !
Et depuis lors, la science, chaque jour, n'a cessé d'avancer dans cette voie et de reconnaître la variété et la puissance de ces forces. Vous connaissez les étapes célèbres de la science sur cette route : Roentgen, avec les rayons X ; Hertz et la télégraphie sans fil ; Becquerel, Curie, Le Bon, découvrant les énergies intra-atomiques ; Blondot, les rayons N. (Car on est obligé de reconnaître aussi que les forces radioactives n'émanent pas seulement des corps matériels, mais aussi des êtres vivants et pensants.) C'est un acheminement vers la constatation de la vie invisible et du périsprit.
Eh bien, prenez Allan Kardec, vous trouverez dans ses oeuvres l'affirmation de l'existence de ces forces.
Et que résulte-t-il de toutes ces constatations de la science ? C'est que toutes les bases de la physique, de la chimie et même de la psychologie, sont bouleversées. Le Spiritisme bénéficie de toutes les découvertes récentes qui ont été faites dans ces domaines.
Toutes les forces subtiles mises en action par les Esprits dans les manifestations, la science en constate l'existence aujourd'hui.
Prenez le phénomène des apports et la reconstitution spontanée d'objets divers dans des chambres closes. Prenez ceux de lévitation de meubles et de personnes vivantes. Rappelez-vous les expériences de pénétration de la matière par la matière qui ont été faites par Aksakof, par Zölner et autres, sur des anneaux de métal et sur des bandes d'étoffes scellées.
D'une façon plus générale, le passage des Esprits à travers les murailles, les apparitions, les matérialisations à tous les degrés, tous ces faits ont démontré une chose dès le principe ; c'est l'action de forces prodigieuses, alors inconnues ; c'est la possibilité d'une dissociation indéfinie de la matière, qui n'était pas reconnue par la science d'alors et que la science actuelle est bien obligée d'admettre après les travaux de Curie, Becquerel, Le Bon, etc.
Il y a cinquante ans que les spirites savent ce que la science veut bien découvrir aujourd'hui.
Et quelles conséquences ? C'est une modification profonde des théories classiques sur les forces et sur la matière. C'est le dogme de l'atome indivisible qui s'écroule et, avec lui, toute la science matérialiste.
Aujourd'hui, la science matérialiste est dans un désarroi complet. Ecoutez cette déclaration du président du dernier Congrès pour l'avancement des Sciences (Grenoble, 1904), M. Laisant, ex-député de la Seine, que je connais personnellement pour un fidèle disciple d'Auguste Comte, c'est-à-dire pour un positiviste, aujourd'hui professeur de mathématiques à l'Ecole polytechnique.
Ecoutez ce qu'il dit dans son discours d'ouverture :
«Nous avons vécu depuis notre enfance d'une vie scientifique tranquille, contents de nos théories comme d'une vieille maison un peu délabrée à laquelle on est attaché par l'usage, qu'on aime et qu'on habite. Et puis voici que l'ouragan survient sous forme de faits nouveaux, inconciliables avec les théories admises. Les hypothèses croulent, la maison s'effondre et nous restons tout désorientés et chagrins, dans l'attente de nouvelles bourrasques et ne sachant que faire.»
Quel aveu d'impuissance et de stérilité ! (Applaudissements).
Vous voyez donc une chose : c'est que, lorsque nous étudions la marche du spiritisme, nous sommes amenés à constater que, peu à peu, d'étapes en étapes, malgré ses hésitations, malgré ses répugnances, la science se rapproche graduellement des théories spirites.
En physique et en chimie, la voilà qui reconnaît l'existence de la matière subtile, radiante, et les forces radio-actives, qui sont la base même, le substratum et le mode de manifestation du monde invisible.
Et maintenant en psychologie, elle est obligée d'accepter l'hypnotisme et la suggestion, après les avoir longtemps niés. Puis ça été la télépathie et la transmission des pensées. Et qu'est-ce que c'est que tous ces faits : c'est la démonstration dans le domaine humain, expérimental, de ce principe affirmé, appliqué depuis cinquante ans par les Esprits : l'action possible de l'âme sur l'âme, à toute distance, sans le secours des organes et du cerveau.
Vous le savez, la science officielle qui s'inspirait surtout des théories matérialistes, repoussait a priori cette explication. Il y a encore peu d'années, elle repoussait en principe toute possibilité de manifestation de l'intelligence en dehors du cerveau, et, par conséquent toute possibilité pour une intelligence de communiquer avec une autre intelligence en dehors des organes et des voies ordinaires de la sensation.
Eh bien la science est obligée aujourd'hui de reconnaître les faits de télépathie et de transmission des pensées. Et en les reconnaissant, elle fait un pas considérable en avant et elle porte un coup mortel au matérialisme.
La télépathie démontre la communication possible entre deux êtres sans le secours du cerveau, comme la suggestion démontre l'influence possible d'un esprit sur un autre esprit, sans le secours des organes matériels. Ces influences et ces fonctions sont établies par des milliers d'expériences. Et dès lors, par cela même, la théorie matérialiste est en défaut et la moitié du chemin est faite par la science pour admettre la communication comme possible entre les hommes et les esprits. Et cette deuxième moitié du chemin elle le fera par l'étude de la médiumnité.
Eh bien, cette rénovation puissante de la psychologie, qui apprendra à l'être humain à se mieux connaître, à qui la science la devra-t-elle ? aux spirites, aux magnétiseurs qui, les premiers, ont attiré l'attention publique et l'attention des savants sur les faits de suggestion, de télépathie, de transmission des pensées et qui ont forcé en quelque sorte l'évolution scientifique à s'orienter dans cette voie qui la conduira forcément au spiritisme ! (Applaudissements).
Autre chose ! Sans sortir du domaine expérimental, de la psychologie expérimentale, nous commençons à constituer un faisceau de preuves scientifiques, les preuves des existences antérieures et du principe des Réincarnations.
J'ai appelé l'attention du colonel de Rochas sur les expériences dont nos frères espagnols nous ont entretenus au Congrès de 1900, à Paris. Le colonel a poursuivi ses recherches dans le même sens. Et bientôt vous aurez connaissance, par voie de publicité, de ses expériences d'Aix, qui ont convaincu des matérialistes comme le docteur Bertrand, ancien maire d'Aix. Dans ces expériences, l'être psychique, extériorisé, non seulement se rappelle ses existences antérieures, mais les revit, il en revit les scènes capitales, avec un réalisme, une vivacité d'impressions et de sensations qui ne peuvent pas être simulées ni factices, car cela nécessiterait des connaissances pathologiques approfondies, que le sujet - une jeune fille de 18 ans - ne peut pas posséder, de l'avis de tous les expérimentateurs.
Ces expériences sont déjà nombreuses. Il y en a beaucoup d'autres. Et c'est en les multipliant, qu'avec le temps nous arriverons à prouver, à démontrer cet enchaînement formidable des causes et des effets qui régit tous nos actes, qui régit le monde moral, comme le monde physique et qui se retrouve en chacun de nous et qui est la trame, la loi même de nos destinées. Et avec elle, la Loi de Justice apparaît, éclatante, et nul ne peut plus la contester.
Ces expériences ont encore une autre conséquence non moins importante.
Elles nous apprennent que la personnalité humaine est beaucoup plus vaste, plus étendue, plus profonde que nous le croyons. Que nous ne nous connaissons pas nous mêmes ; qu'il y a en nous non seulement une vie plus profonde, une conscience profonde, mais aussi des facultés latentes, ignorées, dont notre organisme, notre corps matériel ne permet pas de manifestation pleine et entière, mais qui se réveille dans certains cas (télépathie, prémonition, vue à distance.) Et puis aussi des couches profondes de la mémoire où dort le passé. Et dans ces expériences ce passé reparaît, il sort de l'ombre. Il nous regarde d'un oeil grave et triste. Tous les souvenirs se réveillent en foule et notre propre histoire se déroule, comme automatiquement. Et alors que voyons-nous ?
C'est que notre âme est un monde ignoré, où dorment des énergies cachées, des forces latentes, des souvenirs voilés. Et que tout cela, ces richesses, nous pouvons les recueillir, les mettre en action pour la bonne direction de notre vie, pour la transformation de notre avenir, de notre destinée.
Et la sanction de toutes choses est là ! Elle est dans la conscience individuelle, immortelle. La conscience se retrouve, dans l'au-delà, non plus restreinte, étouffée comme ici bas, mais dans sa plénitude, comme elle nous apparaît dans la transe avec une intensité telle que l'être évolué revit son passé, dans ses joies et dans ses douleurs, dans tous ses détails, avec une puissance telle qu'il devient pour lui une source de félicités ou de tourments.
Voilà ce que tout homme doit savoir et saura un jour, l'homme qui sait beaucoup de choses, mais qui s'ignore lui-même. Et bien cette science profonde de l'être, c'est le spiritisme qui l'aura fait naître, c'est lui qui, le premier, a orienté vers elle l'attention des chercheurs, sur ces côtés mystérieux, inexplorés de notre nature. C'est lui qui aura appris à l'homme à mesurer l'étendue de sa puissance, toute sa grandeur, tout son avenir.
Vous le voyez, il n'y a pas d'exagération à dire que le spiritisme, en 50 ans d'existence, a exercé et exercera de plus en plus, une influence puissante et amènera des transformations considérables dans la science, dans la littérature et même au sein des Eglises...
Et tout cela s'est accompli presque sans organisation, avec de faibles moyens d'action, avec des ressources précaires, sans autre organisation que celle qui peut exister dans l'au-delà... et peut-être est-ce celle-là la meilleure de toutes, car nous nous sentons puissamment aidés soutenus du monde invisible et j'en rends témoignage ici devant tous !
Dans la littérature, c'est une floraison d'ouvrages en toutes langues, plusieurs d'une grande valeur, comme celui de Myers, par exemple : La personnalité humaine et sa survivance après la mort, qui a produit une grande sensation dans le monde savant.
Aujourd'hui on entend des professeurs éminents, professeurs d'Universités, affirmer dans leurs cours publics l'existence des Esprits.
Le professeur Izoulet, du Collège de France, parlant de la pneumatologie, ou science des Esprits, disait en avril dernier : «Il y a autant et plus de degrés au-dessus de nous qu'il y en a au-dessous.»
Et les Eglises ! J'ai parlé des Eglises et vous serez étonnés, sans doute. Mais je m'explique et je dis que l'idée spirite a pénétré dans les milieux les plus réfractaires, les plus orthodoxes, et que la mentalité des prêtres et des pasteurs, dans bien des milieux, est travaillée sourdement par l'idée spirite.
Dans le milieu protestant, ce sont de nombreuses adhésions de pasteurs, en Amérique, en Angleterre, en Hollande.
Voici ce que m'écrit un pasteur éminent de l'Eglise réformée de France, directeur d'une revue évangélique :
«Je pressens que le spiritisme pourrait bien devenir une religion positive, non pas à la manière des religions révélées, mais en qualité de religion établie sur des faits d'expérience et pleinement d'accord avec le rationalisme et la science.»
Et le milieu catholique ! Là les constatations sont plus difficiles à faire, parce qu'il y règne une discipline de fer. Mais le travail latent se révèle quand même. Je reçois souvent, pour ma part, des visites d'ecclésiastiques qui viennent m'entretenir de spiritisme.
Mais voici quelque chose de précis. Ce n'est pas une personnalité obscure, un membre effacé de l'Eglise dont il s'agit, c'est le prédicateur, l'orateur le plus célèbre de la chaire catholique, depuis Lacordaire, le père Didon.
Voici ce qu'il écrivait dans ses Lettres à Mlle Th. V., publiées en 1902, chez Plon-Nourrit, avec l'autorisation de son ordre, celui des frères prêcheurs : (p. 34.)
«Je crois à l'influence divine que les morts et les saints exercent mystérieusement sur nous. Je vis en communion profonde avec ces invisibles, et j'expérimente avec délices les bienfaits de leur secret voisinage. Les siècles ont beau se multiplier, ils n'empêcheront pas les âmes de même race de se visiter et de s'aimer.»
Et combien d'autres passages analogues, et combien de cas semblables je pourrais citer, car ce ne sont pas là des faits et des témoignages isolés, ces cas sont nombreux mais je dois me borner.
Je dois me borner, mais je dis que ces résultats, encore partiels, limités, isolés, finiront par s'accentuer, par se manifester au grand jour, dans, tous les milieux sociaux, au sein des institutions les plus rétrogrades, qu'il y a là un levain qui fera lever toutes les pâtes. Et que nous devons redoubler d'énergie, de labeur, de volonté persévérante et prudente ; que notre cause finira par prévaloir dans tous les milieux, pour les transformer, pour les féconder, parce que notre cause est celle de la vérité !

Il est des hommes qui voudraient circonscrire le spiritisme dans le domaine expérimental, celui des faits. Sans doute, le fait est la base même du spiritisme ; c'est la preuve de la survivance. Mais derrière le fait et dans le fait lui-même, il y a toute une révélation. Dans le spiritisme, le fait est inséparable de l'enseignement. L'un est lié à l'autre étroitement ; l'un ne va pas sans l'autre, pour peu que le phénomène soit d'un ordre un peu élevé. Les Esprits ne cherchent à se communiquer à nous que pour nous consoler, nous instruire, nous initier aux grandes lois de l'au-delà, dont la connaissance est si nécessaire. C'est ce qu'Allan Kardec a compris, a senti. Et c'est pourquoi, dans son oeuvre, il a uni étroitement la doctrine à la science. En agissant ainsi, il n'obéissait pas à une tendance de son propre esprit, il obéissait à une nécessité, à la nature même des choses qu'il étudiait.
Ce qui fait la puissance d'action, le rôle social du spiritisme, c'est qu'il répond à la fois à tous les besoins de l'âme humaine, aux besoins multiples, impérieux de l'heure présente, c'est qu'il s'adresse à la fois au cerveau et au coeur, à l'intelligence, à la conscience et à la raison. Ce qui fait la puissance et l'efficacité du spiritisme c'est que les satisfactions intellectuelles, morales qu'il nous donne, les enseignements qu'il nous procure, tout cela constitue dans l'ensemble une magnifique unité, une superbe synthèse scientifique, philosophique, morale, sociale.
Une doctrine qui ne s'adresse pas à la fois au cerveau et au coeur, je veux dire à l'intelligence et au sentiment, manque d'équilibre. La morale qui vient du cerveau est une morale stérile ; il n'y a que la morale du sentiment et du coeur qui puisse faire l'homme vraiment humain, accessible à la pitié, compatissant pour toutes les douleurs, dévoué à ses semblables.
La science seule ne suffit donc pas. Il faut parler au coeur de l'humanité. Et surtout ici, dans les milieux ouvriers. Sans doute, il faut s'instruire, s'armer intellectuellement pour la discussion et la propagande ; mais c'est par le coeur que vous ébranlerez les masses, que vous atteindrez l'âme du peuple.
Je le répète : il faut étudier les faits ; il faut donner aux faits toute l'importance qu'ils méritent. Mais, plus loin et plus haut que les faits, il faut voir le but vers lequel, par le moyen des faits, des mains invisibles conduisent l'humanité !
Non ! Le spiritisme, ce n'est pas seulement le fait physique, la danse des tables, comme certains hommes paraissent le croire, hélas ! Le spiritisme, c'est tout l'effort, le splendide effort de l'au-delà pour arracher l'âme humaine à ses doutes, à ses hontes, à ses lèpres, à ses maladies morales, pour l'obliger à prendre conscience d'elle-même, de ses énergies cachées, pour la forcer à réaliser sa destinée glorieuse. (Applaudissements).
Le spiritisme, c'est le rayon d'espérance qui vient éclairer notre sombre univers, notre terre de boue, de sang et de larmes ; c'est le rayon joyeux qui vient visiter les chambres de misère, qui se glisse dans les demeures tristes qu'habite le malheur, où gémit la souffrance.
Le spiritisme, c'est l'appel de l'Infini à la pauvre âme humaine écrasée sous la matière ; ce sont les voix qui viennent proclamer le plus noble, le plus puissant idéal qu'ait rêvé le génie de l'homme. Et à ces appels, à ces voix, les fronts penchés sous le poids de la vie se redressent, les désespérés, les naufragés de l'existence reprennent courage, et dans le ciel brumeux de leur pensée, ils voient briller l'aube qui annonce des temps nouveaux, des temps meilleurs pour l'humanité.
Le spiritisme, c'est la communion des âmes qui s'appellent et qui se répondent à travers l'étendue. Est-ce que ce n'est pas grâce à lui que des nouvelles nous arrivent de ceux qui furent nos compagnons de chaînes ici bas, nos compagnons de lutte ? Nous les croyions perdus et voilà que nous nous sentons de nouveau reliés à eux ! Quelle joie de savoir, de sentir que nous sommes unis à ceux que nous aimons, unis pour les siècles, que la mort n'est qu'un trompe l'oeil, que toute séparation n'est que passagère et apparente. Nous nous sentons reliés non seulement à eux, mais â toutes les âmes qui peuplent l'immensité. L'univers est une grande famille. Et sur les milliers de mondes qui roulent dans les profondeurs, partout nous avons des frères et des soeurs que nous sommes destinés à rencontrer et à connaître un jour, partout des âmes avec lesquelles nous poursuivrons notre ascension sous l'égide de lois sages, équitables, profondes, éternelles ! (Applaudissements).
Et c'est ainsi, frères et soeurs ; c'est par là que s'éveillera peu à peu et que grandira en nous le sentiment, l'instinct puissant de la vie universelle, de la solidarité universelle. C'est par là que nous nous sentirons reliés aux plus humbles comme aux plus grands esprits, que nous nous sentirons de même race que les héros, les sages et les génies, et que nous aurons la possibilité de les rejoindre dans la lumière quand nous aurons, nous aussi, travaillé, lutté, mérité, souffert !
Le Spiritisme, enfin, c'est tout le frémissement de la vie invisible ; c'est un univers vivant qui a été ignoré jusqu'ici, sauf de quelques-uns et que nous savons être maintenant, que nous sentons être, s'agiter, palpiter, vibrer autour de nous, remplir l'espace de pensées radiantes, de pensées d'amour, d'inspirations géniales et que nous sentirons de plus en plus vivre et agir, grâce au développement des facultés qui sommeillent encore chez la plupart des hommes, mais qui vont s'éveiller, se multiplier par la connaissance du Spiritisme, s'accroître et devenir le partage du grand nombre, après avoir été seulement le privilège de quelques-uns. Et par là, nous acquerrons aussi la certitude précieuse de la protection, du soutien qui, de l'au-delà, s'étend sur nous, la preuve que la sollicitude d'en haut enveloppe tous les pèlerins de l'existence dans leur pénible voyage terrestre.
Estimons-nous heureux FF. et SS. de posséder ces vérités, d'entrevoir ces lumières. Efforçons-nous d'y conquérir plus encore à force de volonté et de travail, de nous en rendre dignes par notre attachement, par notre dévouement à la noble cause que nous servons.
Souvenons-nous que la vérité ne se conquiert, que l'esprit ne s'élève que par l'effort et la douleur.
Dans la lutte qui est engagée pour l'ascension de l'humanité, la lutte grandiose des idées, le spiritisme est au plus fort de la mêlée, parce qu'en lui la vie et la mort se rencontrent, la terre et le ciel se rejoignent et s'unissent pour les combats de la pensée.
Luttons donc avec courage, avec sagesse, avec prudence. Le monde invisible est avec nous. Elevons notre cri d'espoir et de confiance en l'éternelle et consciente justice qui gouverne les mondes. Croyons, espérons, agissons !...
(Applaudissements prolongés, ovation.)
La séance est levée à 12 h 30.

sábado, 6 de novembro de 2010

ÉTUDES PHILOSOPHIQUES SPIRITES


CE COURS À DISTANCE EST LE RÉSULTAT DE L'EXPÉRIENCE DÉNOMMÉE «PROJET D'ÉTUDES PHILOSOPHIQUES SPIRITES» DONT LES DEUX MODULES SONT PRÉSENTÉS ICI DANS LEUR INTÉGRALITÉ. NOUS EN SOMMES L’AUTEUR ET TITULAIRE DE SA PROPRIÉTÉ INTELLECTUELLE. IL A ÉTÉ ADOPTÉ PAR LE DÉPARTEMENT D’ENSEIGNEMENT DE PLUSIEURS CENTRES SPIRITES DE LA CAPITALE DE SÃO PAULO, AU BRÉSIL, SOUS LA FORME D’UN COURS EN PRÉSENTIEL, AVEC LA PARTICIPATION DE CENTAINES DE PERSONNES INTÉRESSÉES, CAR SON CONTENU TIENT COMPTE D'UNE NOUVELLE APPROCHE INTERDISCIPLINAIRE SE FAISANT PAR LE BIAIS D’OUVRAGES SPIRITES ET D’OUVRAGES LAÏCS SOUS LEURS ASPECTS CONVERGENTS, OUTRE UN «ESPACE INTERACTIF» QUI COMBLE LE BESOIN TRÈS ACTUEL D'UN FORUM DE DISCUSSIONS POSITIVES ET SANS POLÉMIQUE.

EN TANT QUE SYNTHÈSE CONCEPTUELLE DE LA CONNAISSANCE HUMAINE, LA PHILOSOPHIE SPIRITE S’INSÈRE DANS LA TRADITION PHILOSOPHIQUE UNIVERSELLE. LES CONCEPTS CONCERNANT DIEU, L’ESPRIT ET LA MATIÈRE, LOIN DE DÉBOUCHER SUR DES PRATIQUES RELIGIEUSES TRADITIONNELLES, DES SPÉCULATIONS PHILOSOPHIQUES ARIDES ET DE «CRÉER » DE NOUVEAUX CONCEPTS SCIENTIFIQUES EXEMPTS DE L’ESPRIT D'INVESTIGATION NÉCESSAIRE, ÉLARGIT LES HORIZONS CONCEPTUELS DE MANIÈRE SÉRIEUSE ET LÉGITIME, EN LIBÉRANT L'ÊTRE HUMAIN ET EN RENOUVELANT SON COMPORTEMENT ET SES VISIONS DU MONDE, EN L'ENCOURAGEANT À AVOIR UNE VIE CONSISTANTE, ORIENTÉE VERS LA COMPRÉHENSION DU VÉRITABLE SENTIMENT DE RELIGIOSITÉ ET DE RESPECT DE SOI-MÊME ET DE SON PROCHAIN. D’UN AUTRE CÔTÉ, LES SPÉCULATIONS PHILOSOPHIQUES QU'IL SUSCITE, SONT LE SUJET NATUREL DE LA FORMATION DE LA CONNAISSANCE SUR DES BASES SÛRES ET SOLIDES, CAR ELLES SONT CONSTRUITES SUR LE SPIRITISME CODIFIÉ PAR ALLAN KARDEC.

JE REMERCIE TOUS CEUX QUI M’ONT DONNÉ L'OCCASION DE PRÉSENTER CES ANALYSES NÉCESSAIRES À L'IMPLANTATION DÉFINITIVE DE CE PROJET QUI DEVIENT MAINTENANT, DANS UNE PREMIÈRE ÉTAPE, UN COURS STRUCTUREL EN LIGNE, AVEC DES PROJETS D’UTILISATIONS FUTURES SUR D’AUTRES ESPACES ET MÉDIAS. JE REMERCIE MES CHERS ÉLÈVES, QUI SONT EN RÉALITÉ DE VÉRITABLES COMPAGNONS DE PARCOURS ÉVOLUTIF, AVEC QUI, EN SALLE DE CLASSE, NOUS AVONS PU ÉVALUER, RÉÉVALUER, PONDÉRER, DISCUTER, AMPLIFIER, PARTAGER, ÉCHANGER DES EXPÉRIENCES, DES VÉCUS, EN CRÉANT DES LIENS SOLIDES D’AMITIÉ ET DE RESPECT MUTUEL.

LE SPIRITISME EST LE CHRISTIANISME RAVIVÉ DE JÉSUS. SES PRINCIPAUX OBJECTIFS SONT DE CONNAÎTRE LE MAÎTRE DE LUMIÈRE AU TRAVERS DE SA DOCTRINE, EN L’AFFRANCHISSANT DE TOUT MYTHE, TOUT EN LE RAPPROCHANT DE NOUS AFIN QUE NOUS PUISSIONS SUIVRE SES PAS. DÉCONSTRUIRE LES VIEUX CONCEPTS ET PARADIGMES POUR EN CONSTRUIRE DE NOUVEAUX, VOILÀ L’OBJECTIF PRINCIPAL DE LA PHILOSOPHIE SPIRITE. LA PRENDRE POUR BOUSSOLE, C’EST MARCHER SUR UN TERRAIN AUSSI SOLIDE QUE LA ROCHE DE LA PARABOLE DE JÉSUS.

CHERS AMIE ET AMI INTERNAUTES, QUE LA PHILOSOPHIE SPIRITE PUISSE VOUS OUVRIR DE NOUVEAUX HORIZONS, DES HORIZONS SIMILAIRES À CEUX D’UNE NOUVELLE CIVILISATION, LA CIVILISATION DE L’ESPRIT QUI SE PROJETTE DÉJÀ DANS L’AURORE FLAMBOYANTE ET BELLE, CAR ELLE FAIT PARTIE DE NOS ASPIRATIONS, DE NOS ATTENTES ET DE NOS EXPÉRIENCES. ELLE EST DANS VOTRE CONSCIENCE : VIVEZ-LA PLEINEMENT, C'EST CE QUE MON ÉQUIPE ET MOI VOUS SOUHAITONS !

SONIA THEODORO DA SILVA (www.feal.com.br/colunistas.php?col_id=22), ADMINISTRATRICE du COURS DE PHILOSOPHIE EN LIGNE – PROJET D’ÉTUDES PHILOSOPHIQUES SPIRITES

Collaborateurs en France : Sophie GIUSTI.

COURS DE PHILOSOPHIE SPIRITE EN LIGNE - PROJET D'ÉTUDES
PHILOSOPHIQUES SPIRITES
PRÉSENTATION
1)

Dans la conclusion VI du Livre des Esprits, le codificateur Allan Kardec s’exprime ainsi : « Ce serait se faire une bien fausse idée du spiritisme de croire qu'il puise sa force dans la pratique des manifestations matérielles, et qu'ainsi en entravant ces manifestations on peut le miner dans sa base. Sa force est dans sa philosophie, dans l'appel qu'il fait à la raison, au bon sens. » Dans la Conclusion VII, le codificateur complète : « Le spiritisme se présente sous trois aspects différents : le fait des manifestations, les principes de philosophie et de morale qui en découlent, et l'application de ces principes ».

Le cours de philosophie spirite en ligne se propose d’approfondir le concept de Philosophie spirite en tant que SYNTHÈSE CONCEPTUELLE, selon les mots du prof. José Herculano Pires, en se fondant sur le penseur spirite Léon Denis (Chap. I, L’évolution de la pensée, in Le problème de l’être et de la destinée). Le texte « Spiritisme, la troisième synthèse conceptuelle » traite de ce processus, en soulignant les points de convergence entre les efforts de la pensée humaine pour atteindre la finalité de l'existence, et son point culminant avec le spiritisme qui ramène vers les deux dimensions de la vie, l’éthique appliquée de Jésus dans les deux dimensions existentielles visant l’évolution de l’Esprit, et permet d’en faire une analyse rationnelle, grâce à la méthodologie d’investigation que Kardec appliquait au monde platonique des idées et à la finalité dernière vers laquelle il se destine. Le premier module travaille cette synthèse à travers l'analyse des philosophies de penseurs émérites tout au long de l’Histoire de la philosophie universelle, dont les conclusions partielles ont des points convergents avec la philosophie spirite dans son développement historique et conceptuel.

Dans le second module, nous développerons la philosophie spirite de l’existence, en démystifiant la figure de Jésus, non pour la ramener à notre humanité d’épreuves et d’expiations, mais pour qu’Il soit le légitime modèle archétypique à suivre, l’Être par excellence, celui qui s’est conquis lui-même, en dépassant les appels de la matière à tous les niveaux d’évolution considérés.

L’étude de la représentativité de chaque penseur comprise dans ce programme d’enseignement a pour objet de cerner la pensée, le moment où elle a été travaillée et sa signification dans la construction de la connaissance. Ce sont des vérités de la raison construites dans le temps qui aboutissent à la structuration philosophique spirite, sous la direction et l’orientation des Esprits supérieurs, et qui ont pour caractéristique fondamentale une absence totale de dogmatismes académiques ou religieux qui ont mené ou mènent à la consolidation des théories matérialistes-nihilistes avec toutes ses conséquences négatives pour l’esprit humain.

SEGMENTS ET OBJECTIFS SPÉCIFIQUES
LE COURS DE PHILOSOPHIE SPIRITE EN LIGNE MODULE 1 traite plus particulièrement de l’histoire de la philosophie qui reflète le développement de la pensée humaine dans sa recherche de ses origines cosmologiques et anthropologiques. Le point de vue spirite qui décode ce processus sera aussi mentionné puisque le développement de la pensée reflète en réalité l’évolution de l'Esprit tout au long des millénaires de l'évolution, puisqu’il est l’agent de ce processus dans les deux dimensions où il se manifeste.

Les parties A et B traiteront des principaux objets de l’étude développés par les penseurs et trouvant une solution dans les principes spirites. MODULE 2, dans la Philosophie spirite de l'existence : la saga de l’Esprit est un voyage de façonnage de soi au fil des réincarnations et des étapes dans le monde extradimensionnel qui lui permettent de grandir. Connaître Jésus de Nazareth comme la représentation maximale de ce processus, suivre ses enseignements, entrer dans son Royaume et partager son interexistence, voilà les objectifs de l'être sur terre. La philosophie spirite de l’existence élucide et consolide la foi raisonnée sur des bases sûres de connaissance et de rencontre avec ce processus.

Pour chaque cours, des objectifs spécifiques devront être atteints.
Même s’il demande une activité présentielle, l’Espace interactif dans sa modalité en ligne mentionne les textes extraits de livres spirites qui permettront de faire la réflexion qui s’impose pour chaque cours et qui reflète les points forts abordés dans les parties A et B, comme une synthèse de réflexion menant à des conclusions éthiques et morales.

OBJECTIFS SPÉCIFIQUES

1) Fournir l’essence de la pensée philosophique développée dans chaque contexte de cours qui soit en consonance avec les principes et fondements de la philosophie spirite (déjà inclus dans le programme) ;
2) Souligner que la Partie B (la philosophie spirite à proprement parler) n’est pas le complément que la Partie A (contexte historique), mais qu’elle s’insère dans la tradition philosophique en tant que synthèse de la connaissance humaine éclairée par les orientations données par les ouvriers de l'Esprit de Vérité et qui contiennent donc dans leur contexte toutes les connaissances acquises tout au long des millénaires d'évolution, et dont les objectifs sont en parfaite synthèse ;

CONCLUSION
Faire comprendre aux étudiants que la connaissance spirite vise à élucider, éclairer, situer et illuminer l’Esprit humain pendant son parcours tout au long de son existence.

BIBLIOGRAPHIE (1)
L’étude étendue et approfondie de la bibliographie à utiliser dans ce cours a été élaborée afin d’encourager les étudiants à aborder les thèmes relatifs à la philosophie spirite, en leur donnant également un accès aux historiens et chercheurs de la philosophie les plus consacrés et actuels, pour la plupart des laïcs ayant une approche conclusive(2).

Nous avons effectué le même travail afin de créer un lien pertinent avec l'œuvre spirite contenue dans la codification et dans les recherches et les études des pionniers du spiritisme en Europe (France, Angleterre et Italie) et en Amérique du Nord et du Sud (États-Unis et Brésil) qui tiennent compte des aspects philosophiques, scientifiques et religieux ; nous avons également créé des conditions permettant d’indiquer des ouvrages de chercheurs spirites actuels sérieux, cohérents et compétents dans leurs rapports avec le spiritisme, et qui n’apportent pas d’interpolations à caractère douteux ou visant à défigurer les objectifs du cours ou du Spiritisme à proprement parler.

Éduquer l’être à la pensée spirite c’est l’acheminer vers un plan de conscience supérieur. Ceci demande une mise à jour de ses propres potentiels, un développement et une ouverture de son horizon intellectuel et moral dans une liaison continuelle avec les Esprits supérieurs qui conduisent les destins humains. (Sonia Theodoro da Silva).

(1)NOUS NOUS SOMMES EFFORCÉE D’ADAPTER LA BIBLIOGRAPHIE POUR QU’ELLE SOIT FACILE À ACQUÉRIR ET/OU À CONSULTER PAR LES ÉTUDIANTS FRANÇAIS, EN UTILISANT DES OUVRAGES QUE L’ON TROUVE EN FRANCE OU QUE L’ON PEUT TÉLÉCHARGER SUR INTERNET. TOUTEFOIS, POUR CEUX QUI SONT DIFFICILES À TROUVER, L'ÉTUDIANT PEUT CONSULTER DES LIVRES D'HISTOIRE DE LA PHILOSOPHIE NE SUIVANT AUCUNE ÉCOLE DOGMATIQUE NI RELIGIEUSE, CES DERNIÈRES MENANT À LA THÉOLOGIE QUI N'A PAS D'INTÉRÊT POUR CE COURS.
(2)MÊME SI NOUS N’UTILISONS QUE SPORADIQUEMENT CES EXPRESSIONS POUR MIEUX DÉMONTRER CERTAINS CONCEPTS CONCERNANT LA PHILOSOPHIE TRADITIONNELLE, IL EST IMPORTANT DE RAPPELER QUE LE SPIRITISME POSSÈDE SON PROPRE LANGAGE CONCEPTUEL (VOIR LE COURS SUR LE LANGAGE), ET QU’IL N'EXIGE DONC AUCUN MÉTALANGAGE POUR SE FAIRE COMPRENDRE (LE LIVRE DES ESPRITS, INTRODUCTION I).